domingo, 14 de julho de 2013

O HOMEM PRIMITIVO, ARTE, LINGUAGEM, EU E O SIMPLES.

Pintura rupestre. Data de 40 mil anos.
 O Homo  Sapiens de Neanderthal já
estava lá, desde 150 mil anosos
Faço arte. Nada demais. Um ofício como outro qualquer, como tem sido registrado na Arqueologia e na História. Arte, uma atividade do estado diligente que conecta inconsciente e consciente. Simples assim. No meu caso, artes plásticas, dentre tantas outras.
Arte é uma língua, um modo de expressão, um sistema de sinais que visa a comunicação, assim como a fala, tantas que são, embora diferentes, são essencialmente a mesma coisa.
Todos falam uma língua. Não sabem e nem precisam saber sobre ela, nem necessitam entender porque usam um cê cedilha no lugar do esse, ou um xis ao invés de cê agá. Não têm que explicar eventuais significados submersos  embutidos nessa língua. Nem por isso deixam de comunicar-se. Essa língua não se importa com o que o homem acha dela. Depois de inventada, ela se consolidou e se tornou autônoma.
Do troglodita aos homos sapiens
Por que então o artista, eu, no caso, deveria saber explicar a linguagem que uso na minha arte? Por que minha arte tem que ter um discurso prévio, uma idéia que a antecede, um manifesto de aprovação ou uma explicação teórica do que quero dizer com a arte que elaboro? Não. Não tenho que ter nada disso. Minha arte não deve explicações, é autônoma, uma língua que visa a comunicar-se e quem quiser compreendê-la, e para além do que ela mostra objetivamente, trate o interessado de traduzi-la; que vá estudá-la.

Estou certo que dentre os homens primitivos, apareceu o artista primeiro que os outros, e ele, o artista pré-histórico, foi também anterior ao aparecimento da arte. Na mesma linha, tenho a crença em que esse homem, o artista, elaborou linguagens artísticas antes mesmo de saber falar, assim como acabou falando, antes mesmo de inventar uma língua.

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